O Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, localizado em Tinguá, em Nova Iguaçu, recebe nesta segunda-feira (20/07) uma delegação formada por pesquisadores brasileiros e norte-americanos interessados em estabelecer uma parceria científica voltada ao desenvolvimento de estudos no município.
A visita será conduzida pelo arqueólogo Herbert Seignoret, diretor da Colin Powell School for Civic and Global Leadership, instituição vinculada à Universidade da Cidade de Nova York (CUNY), nos Estados Unidos. A presença da comitiva representa um importante passo para fortalecer a cooperação acadêmica entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros em torno do patrimônio histórico e arqueológico da região.
Reconhecido como um dos mais importantes sítios arqueológicos urbanos do Estado do Rio de Janeiro, o Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha reúne importantes vestígios da antiga Vila de Iguassú, considerada um dos primeiros centros de ocupação da Baixada Fluminense e um marco relevante para a compreensão da história regional.
Durante a programação, os integrantes da missão científica terão a oportunidade de acompanhar de perto as escavações arqueológicas realizadas na área, além de conhecer os processos de catalogação, identificação, conservação e preservação dos materiais históricos encontrados ao longo das pesquisas desenvolvidas no parque.
A agenda da comitiva também prevê uma visita ao Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu (MAE-NI). Inaugurado pela Prefeitura em abril deste ano, o espaço é apresentado como o primeiro museu dedicado à arqueologia e à etnologia em funcionamento no Estado do Rio de Janeiro, ampliando a valorização do patrimônio histórico e cultural do município.
Além das visitas técnicas, os pesquisadores participarão de encontros com a antropóloga Camila Daniel, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e com representantes da Secretaria Municipal de Cultura de Nova Iguaçu para discutir futuras iniciativas conjuntas.
As reuniões terão como principal objetivo estruturar uma parceria científica entre as instituições envolvidas. Entre as propostas em análise estão o desenvolvimento de pesquisas colaborativas, a troca de conhecimentos acadêmicos e a criação de programas de intercâmbio voltados para pesquisadores, professores e estudantes das universidades participantes.
Os projetos previstos deverão contemplar estudos nas áreas de arqueologia histórica, patrimônio cultural, memória social e diáspora africana. As investigações também poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre a formação da antiga Vila de Iguassú, sua evolução histórica e sua relevância para a construção da identidade da Baixada Fluminense.
Se a cooperação internacional for oficializada, Nova Iguaçu passará a integrar uma rede global de pesquisa científica. A iniciativa poderá fortalecer as ações de preservação do Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, estimular novas pesquisas e ampliar a divulgação do patrimônio arqueológico e histórico do município no Brasil e no exterior.








