A manutenção preventiva anual do Sistema Guandu começou às 4h desta terça-feira e provocou a interrupção da produção de água destinada a aproximadamente 9 milhões de pessoas que vivem na capital fluminense e em municípios da Baixada Fluminense. O serviço, considerado essencial para garantir o funcionamento adequado da estrutura de abastecimento, tem previsão de término às 4h de quarta-feira. Durante esse período, oito municípios serão afetados: Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.
Diante da suspensão temporária da produção de água, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) orienta os moradores das regiões atendidas pelo sistema a utilizarem de maneira consciente a água disponível. A recomendação é que os consumidores façam reservas antecipadamente, evitando o desperdício e deixando para outro momento atividades domésticas que exijam grandes volumes de água.
A intervenção tem como principal finalidade preparar a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, situada em Nova Iguaçu, para o período do verão, que começa oficialmente em 21 de dezembro. Nessa época do ano, o consumo de água costuma aumentar significativamente em razão das temperaturas elevadas e das mudanças nos hábitos da população, exigindo maior capacidade operacional do sistema de abastecimento.
Para executar todas as atividades previstas, a Cedae mobilizou aproximadamente 500 trabalhadores, que estão distribuídos em mais de cem frentes de serviço. As equipes realizam diferentes procedimentos técnicos, incluindo inspeções, limpeza de estruturas, avaliações das instalações e intervenções preventivas e corretivas em equipamentos utilizados no funcionamento do sistema.
Entre as atividades programadas também está a instalação de um macromedidor, equipamento utilizado para medir o volume de água que circula em tubulações de grande porte. O dispositivo funciona de maneira semelhante a um hidrômetro convencional, porém é desenvolvido para monitorar grandes quantidades de água transportadas pelas principais estruturas de distribuição.
A diretora de Saneamento e Grande Operação da Cedae, Elisa Silva, destacou a importância da manutenção anual para assegurar que o sistema esteja preparado para atender à população durante os meses mais quentes do ano. Segundo ela, a realização dos trabalhos contribui para manter as instalações em condições adequadas de funcionamento e reduzir os riscos de problemas operacionais.
De acordo com a diretora, a manutenção preventiva amplia a segurança operacional do Sistema Guandu e diminui a possibilidade de interrupções inesperadas ou de redução na capacidade de produção de água justamente no período em que a procura pelo serviço costuma ser maior.
A expectativa é que, depois da conclusão dos trabalhos, a produção de água seja retomada gradualmente e o abastecimento volte a atender os municípios contemplados pelo sistema. Entretanto, o retorno da operação não significa que a água chegará imediatamente a todos os imóveis.
As concessionárias responsáveis pela distribuição, entre elas Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento, informaram que a recuperação completa do fornecimento poderá levar até 72 horas depois do encerramento da manutenção. O tempo necessário para a normalização pode variar conforme as condições das redes de distribuição e as características de cada região atendida.
Por esse motivo, a orientação é que os moradores continuem utilizando a água armazenada com cautela, mesmo após a conclusão das intervenções realizadas pela companhia estadual.
Rompimento de tubulação já prejudicava abastecimento na Zona Norte
Além da interrupção programada em razão da manutenção do Sistema Guandu, moradores de diferentes bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro já enfrentavam dificuldades no abastecimento desde a segunda-feira, véspera do início dos trabalhos preventivos.
O problema foi provocado pelo rompimento de uma tubulação de grande porte no bairro de Irajá. A ocorrência foi registrada na comunidade Rio do Ouro e mobilizou equipes da concessionária Águas do Rio, que começaram a trabalhar ainda durante a madrugada de segunda-feira para identificar o ponto exato do vazamento e realizar os reparos necessários na estrutura.
Segundo informações divulgadas pela concessionária, o rompimento comprometeu o fornecimento de água em 24 bairros da Zona Norte e também em uma localidade da Zona Sudoeste da capital. A situação exige uma operação específica para solucionar o problema e recuperar as condições normais de distribuição.
Entre as regiões afetadas estão Abolição, Bento Ribeiro, Brás de Pina, Cachambi, Campinho, Cascadura, Colégio, Del Castilho, Engenho da Rainha, Inhaúma, Irajá, Jacaré, Madureira, Maria da Graça, Oswaldo Cruz, Piedade, Pilares, Praça Seca, Quintino Bocaiuva, Tomás Coelho, Vaz Lobo e Vicente de Carvalho.
A ocorrência também atingiu outras áreas da cidade, ampliando os transtornos enfrentados pelos consumidores que dependem da rede de distribuição administrada pela concessionária.
A Águas do Rio informou que mantém equipes técnicas mobilizadas no endereço onde ocorreu o rompimento, com profissionais responsáveis por identificar a extensão dos danos, executar os reparos e trabalhar para restabelecer o abastecimento nas localidades prejudicadas.
Além dos serviços de manutenção da tubulação, a concessionária também disponibilizou profissionais da área de Responsabilidade Social para prestar atendimento e oferecer suporte aos moradores da comunidade afetada.
A operação conta ainda com a participação da Defesa Civil e da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que atuam no local para auxiliar nas ações necessárias diante da ocorrência.
Com a manutenção programada do Sistema Guandu e o rompimento registrado em Irajá, moradores da capital e de municípios da Baixada Fluminense devem redobrar os cuidados com o consumo de água. A recomendação das empresas responsáveis pelo abastecimento é evitar desperdícios, priorizar atividades essenciais e acompanhar os comunicados oficiais sobre a recuperação do fornecimento em cada região.








