A falta de água tem afetado o dia a dia dos moradores da Rua Jovino Gago, localizada no bairro Porto da Aldeia, em São Pedro da Aldeia. Segundo relatos da comunidade, o fornecimento de água encanada está comprometido há mais de duas semanas, causando transtornos para dezenas de famílias que dependem do serviço para atividades essenciais. A situação tem obrigado os moradores a improvisarem soluções e contarem com a ajuda de vizinhos para garantir o abastecimento necessário às tarefas domésticas e à higiene pessoal.
De acordo com os residentes, o problema atinge tanto imóveis abastecidos por caixas d’água quanto aqueles que possuem cisternas, já que a falta de pressão impede o reabastecimento adequado dos reservatórios. Entre os mais prejudicados estão famílias com crianças, idosos e pessoas que necessitam de água diariamente para cuidados básicos e manutenção da rotina.
Os moradores afirmam que o desabastecimento passou a ocorrer de forma contínua logo após a última leitura mensal dos hidrômetros. Desde então, segundo os relatos, a água deixou de chegar às residências localizadas nas partes mais altas da Rua Jovino Gago. A comunidade alega que, apesar das reclamações registradas, a concessionária responsável pelo serviço ainda não apresentou uma solução definitiva nem conseguiu restabelecer o abastecimento de maneira regular.
Outra reclamação frequente é a dificuldade para obter atendimento efetivo. Os moradores informam que diversos protocolos já foram abertos pelos canais oficiais da Prolagos, concessionária responsável pelos serviços de saneamento na Região dos Lagos. No entanto, segundo eles, as respostas recebidas se limitam a informações sobre manutenções na rede ou problemas operacionais registrados em áreas mais baixas do bairro. Apesar dessas justificativas, os residentes afirmam não ter observado qualquer intervenção técnica na rua que pudesse explicar ou resolver a situação.
A população também critica a ausência de medidas emergenciais para reduzir os impactos da falta de água. Conforme os relatos, o fornecimento de caminhões-pipa não ocorre de forma imediata e depende de procedimentos burocráticos que acabam prolongando o período de desabastecimento. Enquanto aguardam uma solução, muitas famílias permanecem sem água para consumo e para atividades básicas do cotidiano.
Além disso, os moradores defendem a instalação de uma bomba de pressurização na rede de abastecimento da via. Segundo eles, a medida seria fundamental para aumentar a pressão da água e garantir que o fornecimento alcance as residências situadas nos pontos mais elevados da Rua Jovino Gago, evitando que o problema continue se repetindo.
A insatisfação da comunidade também está relacionada ao fato de que as contas de água continuam sendo emitidas normalmente, mesmo diante da interrupção prolongada do serviço. Para os moradores, a cobrança permanece em dia, enquanto o abastecimento segue irregular, gerando revolta entre os consumidores.
Posicionamento das autoridades
Segundo informações do Jornal A Tribuna, foi feito contato com a Prolagos para esclarecer quais fatores técnicos provocaram a interrupção do abastecimento na Rua Jovino Gago, solicitar uma previsão para a normalização do serviço, questionar sobre a possibilidade de instalação de bombas de pressurização e pedir informações sobre o envio emergencial de caminhões-pipa aos moradores afetados.
Em nota, a concessionária informou que está realizando ações operacionais com o objetivo de melhorar o abastecimento na Rua Jovino Gago. A empresa acrescentou ainda que equipes técnicas permanecerão monitorando a pressão da rede na localidade até que o fornecimento seja totalmente normalizado.
A reportagem também procurou a Prefeitura de São Pedro da Aldeia para saber se o município tinha conhecimento da situação enfrentada pelos moradores do bairro Porto da Aldeia e quais medidas de fiscalização e cobrança estavam sendo adotadas junto à concessionária responsável. Entretanto, até o fechamento desta matéria, a administração municipal não havia encaminhado resposta.








