Depois de reabrir ao público em janeiro de 2025, após permanecer fechado por mais de uma década, o Museu Antonio Parreiras, localizado no bairro do Ingá, em Niterói, iniciou a segunda etapa de intervenções estruturais. Nesta fase, serão implantados recursos de acessibilidade, entre eles um elevador panorâmico.
O equipamento terá capacidade para até quatro pessoas e foi planejado para superar o desnível do terreno, ligando o casarão principal à parte mais alta do espaço, onde fica o ateliê de Antonio Parreiras. Considerado o principal núcleo do museu, o local abriga o acervo do artista, além de coleções de arte brasileira e internacional que abrangem do século XVII ao XX.
A obra é resultado de uma parceria entre a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) e a Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop-RJ), com investimento estimado em cerca de R$ 5 milhões.
A preservação do patrimônio histórico, que foi destaque na primeira fase, continua sendo prioridade. Na etapa anterior, concluída no ano passado, o prédio principal — antiga residência do artista — passou por um minucioso processo de restauração, com limpeza individual das telhas e recuperação detalhada do piso.
Segundo a diretora da instituição, Fátima Marotta Henriques, a revitalização envolveu o uso de tintas minerais específicas e o trabalho de especialistas para resgatar a coloração original do imóvel, datada de 1942.
— Foi um processo cuidadoso. O museu recuperou suas características originais — destacou a diretora.
Inaugurado em 1942 e protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o museu guarda documentos, livros e objetos pessoais de Antonio Parreiras. Com a instalação do elevador, a expectativa é ampliar o acesso, especialmente para idosos e pessoas com deficiência, facilitando a visita ao ateliê e à vista do local.








