Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e acusada pelo assassinato do próprio filho em 2021, se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro na segunda-feira (20).
Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na capital fluminense. Laudos periciais apontaram que a causa da morte foi hemorragia interna associada a laceração no fígado. Apesar de Monique e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, alegarem que a criança teria caído da cama, essa versão foi descartada pelos peritos. O Ministério Público afirma que o menino sofreu agressões cometidas por Jairinho e que a mãe teria sido omissa.
A professora compareceu à 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) três dias após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar seu retorno à prisão, decisão tomada na sexta-feira (17).
No sábado (18), o ministro negou um recurso apresentado pela defesa, mantendo a ordem de prisão preventiva.
Por volta do meio-dia, Monique deixou a delegacia e foi encaminhada para o presídio de Benfica, unidade que recebe detentos no sistema prisional do estado.
A defesa informou que, ao tomar conhecimento do mandado, Monique optou por se apresentar voluntariamente. Os advogados reiteraram que ela não teve participação na morte do filho e sustentam que a professora também era vítima do ex-companheiro, Jairinho.
Julgamento remarcado para maio
Em março, o julgamento de Monique e de seu ex-companheiro, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi interrompido após a defesa dele deixar o Tribunal do Júri.
A juíza Elizabeth Machado Louro marcou uma nova data para o julgamento, prevista para 25 de maio, e determinou anteriormente a soltura de Monique. Segundo a magistrada, a atitude da defesa de Jairinho configurou uma interrupção indevida do processo, em desrespeito à orientação do STF.
Henry, de 4 anos, morreu com sinais de violência em um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Jairinho, que na época exercia o cargo de vereador, e Monique foram presos em abril de 2021, um mês após a morte do menino. Ela chegou a ser liberada por decisão judicial em 2022, mas voltou à prisão em 2023 após determinação do Supremo Tribunal Federal.








