O corpo da dona de casa Luciana Pereira Freire, de 48 anos, vítima de disparos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no último sábado, foi sepultado ontem no Cemitério do Maruí, em Niterói. Ela deixa cinco filhos — quatro mulheres e um homem —, além de um neto e do marido, Alexandre Ferreira de Oliveira. O velório e o enterro foram marcados por grande comoção e parentes profundamente abalados.
— Ela era muito amada por todos. Ainda não conseguimos acreditar no que aconteceu. Uma das filhas precisou ser medicada de tão abalada que ficou ao receber a notícia — relatou um familiar, que não quis se identificar.
Luciana estava na Rua Ouro Fino, no bairro Jardim Catarina, onde vivia, quando foi atingida por tiros. A bala entrou pelo tórax e alcançou o coração. Vizinhos a socorreram e a levaram para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), na mesma cidade, onde foi atendida por uma equipe médica. Apesar das tentativas de reanimação e de outros procedimentos para mantê-la viva, ela morreu cerca de 20 minutos após dar entrada na unidade.
— Eu estava fazendo um trabalho em casa quando um vizinho chegou batendo no portão dizendo que ela tinha sido baleada. Acho que ela perdeu muito sangue. Estou sem chão — contou o marido.
Segundo a Polícia Militar, agentes do 7º BPM (São Gonçalo) realizavam, desde o dia anterior, uma ação do programa Barricada Zero na região, com patrulhamento dentro das comunidades, inclusive com o apoio de um veículo blindado. A corporação afirma, no entanto, que não houve disparos por parte dos policiais.
A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). As diligências seguem em andamento para identificar os responsáveis pelos tiros e esclarecer as circunstâncias do crime.








