O criminoso Pierre Sá da Silva, conhecido pelo apelido de PQD, morreu após ser baleado por policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), na manhã desta terça-feira (18), na região da Gardênia Azul, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Ele era apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho (CV) no estado.
Segundo as informações da polícia, PQD foi atingido depois de reagir à abordagem realizada pelos agentes durante uma nova fase da Operação Contenção, iniciativa que busca impedir o avanço das atividades da facção criminosa em diferentes regiões do país. O suspeito era investigado por sua participação na articulação da expansão territorial do CV. Após ser baleado, ele foi socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante a ação, os policiais encontraram uma pistola em poder de Pierre. Outro integrante do grupo criminoso também foi preso. De acordo com as investigações, PQD integrava a chamada Equipe Astro CV, considerada uma das principais estruturas armadas da facção, responsável pela organização de confrontos, ataques e tentativas de ocupação de áreas controladas por grupos rivais.
A Gardênia Azul era considerada o principal território de influência de PQD dentro da organização criminosa e foi justamente onde ele acabou sendo localizado e atingido pelos agentes. Além dessa comunidade, o criminoso também estaria à frente da administração de pontos de comercialização de entorpecentes na Cidade de Deus, considerada a segunda maior comunidade do Rio de Janeiro, com aproximadamente 56 mil habitantes.
As autoridades também atribuem a PQD a liderança de sucessivas tentativas de invasão das comunidades de Curicica, Camorim e Asa Branca. Ele ainda seria responsável por ações recorrentes destinadas a conquistar o controle de Rio das Pedras, área considerada estratégica para os interesses territoriais do Comando Vermelho. Todas as comunidades citadas estão situadas na Zona Sudoeste da capital fluminense.
Após a ocorrência registrada nesta terça-feira, a Operação Contenção chegou ao número de 375 pessoas presas por suspeita de envolvimento com as atividades criminosas investigadas. Ao longo das ações, 138 suspeitos morreram em confrontos com os agentes de segurança. As forças policiais também apreenderam 480 armas de fogo, entre elas 191 fuzis, além de mais de 51 mil itens de munição, incluindo carregadores, cartuchos e projéteis.








