O destino do Skandi Amazonas foi oficialmente definido. O navio, que permanece encalhado na Praia Campista, em Macaé, desde o mês de maio, teve a condição de perda total construtiva confirmada pela DOF, colocando fim à possibilidade de que a embarcação volte a operar. A decisão foi tomada após avaliações técnicas detalhadas concluírem que os custos necessários para recuperar o navio seriam superiores ao valor coberto pela apólice de seguro.
A informação foi anunciada pela empresa por meio de um comunicado oficial. Com o reconhecimento da perda total construtiva, a DOF informou que receberá uma indenização de US$ 115 milhões, montante que corresponde a aproximadamente R$ 650 milhões, referente ao seguro de casco e máquinas contratado para a embarcação.
Embora o futuro comercial do Skandi Amazonas já esteja definido, os trabalhos para remover o navio da costa de Macaé continuam em andamento. O plano de resgate segue sendo monitorado pela Marinha do Brasil, em conjunto com as equipes técnicas responsáveis por todas as etapas da operação de retirada.
Nos últimos dias, a embarcação foi submetida a uma nova fase de bombeamento da água acumulada na praça de máquinas. Durante esse procedimento, os especialistas identificaram uma avaria em uma tubulação interna do navio, situação que tornou indispensável a realização de reparos antes da continuidade das próximas fases do resgate. De acordo com a Marinha, somente após a conclusão dessas intervenções será possível retomar o cronograma previsto para a remoção do Skandi Amazonas.
Ao mesmo tempo em que administra os desdobramentos relacionados ao navio encalhado em Macaé, a DOF também anunciou mudanças estratégicas em sua frota internacional. A companhia confirmou a venda de quatro embarcações do modelo Platform Supply Vessel (PSV): Skandi Mongstad, Skandi Flora, Skandi Feistein e Skandi Kvitsøy. A previsão é de que os navios sejam entregues aos novos proprietários durante o terceiro trimestre de 2026.
Paralelamente, a empresa revelou novos investimentos voltados à modernização de suas operações marítimas. A frota da DOF será ampliada com a incorporação de dois navios do tipo Construction Support Vessel (CSV), especializados em atividades de apoio à construção, instalação, inspeção e manutenção de estruturas submarinas utilizadas pela indústria de petróleo e gás. A entrada dessas embarcações está programada para ocorrer entre os anos de 2027 e 2028.
Segundo a companhia, essas iniciativas fazem parte de um amplo processo de renovação de sua frota, priorizando a substituição de embarcações mais antigas por unidades mais modernas, eficientes e equipadas com tecnologias mais avançadas. Enquanto esse planejamento é executado em nível global, em Macaé as atenções permanecem concentradas na retirada segura do Skandi Amazonas, considerada uma operação de alta complexidade e acompanhada permanentemente pelas autoridades marítimas responsáveis pela segurança da navegação.








