Policiais civis prenderam em flagrante, na tarde da última segunda-feira (6), um homem investigado por integrar uma milícia que atua na região de Curicica, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A captura ocorreu durante a Operação Torniquete, após uma perseguição pela Transolímpica que terminou quando o veículo conduzido pelo suspeito colidiu contra a mureta de proteção nas proximidades da Boiúna.
De acordo com as investigações conduzidas pela 38ª Delegacia de Polícia (Brás de Pina), Emanoel da Silva Lima, conhecido pelo apelido de “Formigão”, utilizava um automóvel roubado e com placas clonadas para transportar armas e munições destinadas ao grupo paramilitar do qual faria parte.
Ainda segundo a Polícia Civil, os agentes deram ordem de parada ao motorista, mas ele desobedeceu à determinação e iniciou uma fuga em alta velocidade pela via expressa. Durante a tentativa de escapar, perdeu o controle da direção e acabou batendo o carro contra a barreira de proteção da Transolímpica.
Após o acidente, o suspeito abandonou o veículo e tentou fugir correndo. Durante a perseguição, ele foi atingido por um disparo na perna. Os próprios policiais civis prestaram os primeiros atendimentos no local, utilizando um torniquete para controlar o sangramento até que ele fosse encaminhado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge para receber atendimento médico.
Segundo a Polícia Civil, “Formigão” é investigado por atuar na milícia instalada em Curicica e seria um dos responsáveis por praticar extorsões contra comerciantes da região, cobrando valores ilegais para permitir o funcionamento de estabelecimentos comerciais.
As investigações também apontam que o suspeito havia deixado o sistema prisional há poucos meses, após cumprir pena por crimes relacionados à atuação de organizações milicianas.
Depois da prisão, Emanoel da Silva Lima foi autuado em flagrante pelos crimes de receptação de veículo roubado, constituição de milícia privada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, esclarecer a estrutura da milícia e apurar como funcionava o esquema de fornecimento de armas e munições utilizado pelo grupo paramilitar que atua na região de Curicica.








