Apesar dos avanços conquistados, ainda existem desafios importantes. Somente nos primeiros meses deste ano, mais de 230 toneladas de resíduos sólidos foram removidas do sistema de esgotamento sanitário do município. O número revela que muitos materiais continuam sendo descartados de forma inadequada em vasos sanitários, pias, ralos e galerias de drenagem.
O bairro Lagomar concentra o maior número de registros de obstruções na rede. Já localidades como Cavaleiros e Mirante da Lagoa apresentam ocorrências frequentes ligadas ao descarte incorreto de óleo de cozinha, prática que compromete o funcionamento do sistema de esgoto e gera aumento nos custos de operação e manutenção.
Entre os resíduos que mais provocam entupimentos estão fraldas descartáveis, absorventes, lenços umedecidos, papéis, gordura e óleo de cozinha. Além dos transtornos causados aos moradores, esses materiais podem provocar extravasamentos e gerar impactos ambientais significativos.
Outro fator considerado indispensável para ampliar os benefícios do saneamento é a realização correta das ligações dos imóveis à rede coletora já disponível. Quando essa conexão é feita de maneira adequada, o esgoto passa pelo tratamento necessário antes de retornar ao meio ambiente, reduzindo riscos de contaminação e contribuindo para a preservação de rios, lagoas e praias da região.
O cenário evidencia que a expansão da infraestrutura é apenas uma parte do processo. A colaboração da população, por meio do descarte correto dos resíduos e da adoção de práticas conscientes, permanece fundamental para que os resultados positivos alcançados até agora continuem avançando e garantindo benefícios ambientais para as próximas gerações.








