O Rio de Janeiro lidera o ranking nacional dos maiores índices de seguro para automóveis e motocicletas, com variações expressivas até mesmo entre diferentes regiões da capital. Em junho, o custo do seguro de carros apresentou diferenças significativas conforme a localização, oscilando entre 3,7% na Zona Sul e 7,4% na Zona Oeste, o que representa uma variação de 100% entre as duas áreas da cidade.
As informações integram o IPSA + IPSM — Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, elaborado pela TEx, empresa pertencente à Serasa Experian, que acompanha mensalmente o comportamento do mercado de seguros em todo o país.
Na cidade do Rio de Janeiro, as diferenças entre as regiões também se refletem nos seguros de motocicletas. Na Zona Sudoeste, os índices registrados foram de 5,5% para automóveis e 11,1% para motos. Já na Zona Norte, os percentuais chegaram a 7% no seguro de carros e a 13,2% para motocicletas, evidenciando o impacto que a localização exerce sobre o cálculo do risco realizado pelas seguradoras.
Entre todas as áreas da capital fluminense, o Centro apresentou o maior índice para o seguro de motos, atingindo 13,9%, o percentual mais elevado registrado na cidade para esse tipo de veículo.
Região Metropolitana do Rio também lidera o levantamento nacional
Além da capital, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro também aparece na liderança do estudo quando o assunto é o custo dos seguros. Durante o mês de junho, o índice médio para seguros de automóveis alcançou 5,9%, enquanto o seguro de motocicletas chegou a 11,4%, os maiores percentuais observados entre todas as regiões metropolitanas avaliadas pela pesquisa.
O levantamento mostra ainda uma diferença significativa quando comparada à Região Metropolitana de Curitiba, que apresentou os menores índices entre as nove regiões analisadas. A distância entre os dois cenários foi de 118,5% no seguro de automóveis e de 37,3% no seguro de motocicletas.
Segundo Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian, a liderança da Região Metropolitana do Rio de Janeiro está relacionada à combinação de fatores que influenciam diretamente a formação dos preços das apólices. De acordo com ele, mesmo dentro da capital fluminense, as diferenças entre bairros e regiões demonstram que a localização continua sendo um dos principais elementos considerados pelas seguradoras na avaliação do risco de cada veículo.
Indicadores apresentaram queda em junho
Apesar dos altos índices registrados no estado do Rio de Janeiro, o levantamento nacional apontou uma redução nos indicadores durante o mês de junho em comparação com maio. O IPSA, responsável por medir o preço do seguro de automóveis, caiu de 4,6% para 4,4%. Já o IPSM, que acompanha o comportamento do seguro de motocicletas, recuou de 8,9% para 8,5%.
Mesmo com essa redução mensal, ambos os índices permanecem abaixo dos percentuais registrados no mesmo período do ano passado, indicando um cenário mais favorável do que o observado em junho de 2025.
O estudo também identificou mudanças no perfil dos veículos que participaram das cotações realizadas pelas seguradoras. Em junho de 2026, os automóveis movidos exclusivamente a gasolina responderam por 79,3% do total das cotações efetuadas. Os modelos híbridos representaram 6,9% do volume, enquanto os veículos totalmente elétricos alcançaram participação de 10,2%.
Entre os automóveis com até dois anos de fabricação, os híbridos apresentaram o menor índice de seguro, registrando média de 2,7%. Já os veículos elétricos tiveram índice de 3,7%, demonstrando diferenças de precificação conforme a tecnologia utilizada na motorização.








