O piloto de helicóptero da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, morreu neste domingo (17) após permanecer internado desde março de 2025, quando foi baleado durante uma operação na comunidade da Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio.
O policial havia sido atingido por um disparo na região do pescoço enquanto participava da ação aérea. Nos últimos dias, o estado de saúde dele se agravou devido a uma infecção decorrente de complicações após uma cirurgia de prótese craniana realizada em 20 de abril.
Na sexta-feira (15), a esposa do agente, Keidna Marques, informou que o quadro clínico havia piorado significativamente. Segundo ela, Felipe apresentou alterações importantes e precisou receber medicamentos mais fortes para combater o avanço da infecção.
“A infecção se agravou e os médicos intensificaram o tratamento com antibióticos. Ele continua lutando, e os profissionais seguem fazendo tudo o que podem”, relatou na ocasião.
Desde abril, o policial enfrentava complicações relacionadas à cirurgia. No início de maio, precisou passar por novos procedimentos para retirada de hematomas e controle de sangramentos na cabeça, além da implantação de um dreno.
Em publicação feita no dia 23 de abril, a esposa revelou ainda que Felipe já havia apresentado complicações semelhantes anteriormente, ainda em janeiro.
O piloto recebeu alta do Hospital São Lucas Copacabana em dezembro, após passar nove meses internado, seguindo posteriormente para um centro de reabilitação. Ele havia sido baleado durante uma operação realizada em março de 2025 na Vila Aliança, em Bangu.
Segundo o gerente da Clínica Médica do hospital, Renato Ribeiro, Felipe permaneceu mais de sete meses em tratamento intensivo, passou por diversas neurocirurgias e enfrentou comprometimento da calota craniana, além de ter permanecido em coma durante longo período.
“O comandante sempre lutou pela vida e contou com apoio constante da família, fundamental durante todo o tratamento”, destacou.
O ataque aconteceu em 20 de março, quando Felipe sobrevoava a comunidade em um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A aeronave foi alvo de tiros disparados por criminosos armados com fuzis, e o copiloto acabou atingido na testa, com perfuração do crânio.
Um suspeito de envolvimento no atentado foi preso em maio, enquanto outros participantes seguem sendo procurados pelas autoridades.
Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio lamentou a morte do policial e destacou a coragem, dedicação e comprometimento de Felipe Marques Monteiro no exercício da segurança pública, prestando solidariedade à família, amigos e colegas da corporação.







