A embarcação Skandi Amazonas, utilizada em operações de ancoragem submarina para a Petrobras, ficou encalhada na noite desta sexta-feira (15), nas proximidades da Praia Campista, em Macaé, no Norte Fluminense, depois de sofrer danos no casco. No momento do acidente, 29 trabalhadores estavam a bordo.
As primeiras análises realizadas pela empresa DOF e pela Petrobras apontam que a embarcação pode ter atingido um banco de pedras, provocando rachaduras no casco e a entrada de água em parte da estrutura.
Para evitar que a situação se agravasse, a tripulação executou uma manobra controlada de encalhe como medida preventiva de segurança.
O rebocador terminou próximo à faixa de areia, chamando a atenção de moradores e pessoas que estavam na Praia Campista durante a noite.
De acordo com a Petrobras e a DOF, 12 trabalhadores considerados não essenciais para a contenção da ocorrência foram retirados da embarcação em segurança. Outros 17 permaneceram a bordo para auxiliar nas ações de estabilidade, avaliação técnica e futura remoção da unidade.
O coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, informou que a principal preocupação inicial foi tranquilizar os familiares dos trabalhadores envolvidos no incidente.
Segundo ele, os dados fornecidos pela Petrobras indicam que todos os ocupantes foram retirados em segurança.
“As pessoas que não participavam diretamente da operação emergencial já foram levadas para o Porto de Imbetiba. Permaneceram embarcados apenas os profissionais necessários para controlar a situação”, explicou.
Alexandre Vieira também afirmou que não houve registro de vítimas em estado grave.
“Muitas vezes a comunicação demora a chegar. Por isso, estamos repassando as informações recebidas da Petrobras: todos os trabalhadores estão vivos, foram resgatados e passam bem, segundo a empresa”, declarou.
Ainda conforme o Sindipetro-NF, os trabalhadores desembarcados receberam suporte psicológico preventivo e foram encaminhados para hotéis da região.
A Petrobras informou que embarcações de apoio foram mobilizadas logo após o incidente e que o Skandi Amazonas segue estável, sob monitoramento constante. A companhia destacou ainda que não há risco às pessoas e que, até o momento, não foram constatados impactos ambientais.
Os órgãos responsáveis pela fiscalização já foram comunicados sobre o caso. Petrobras e DOF afirmaram que acompanharão o processo de retirada da embarcação até um porto apropriado e que será formada uma comissão para investigar as causas do acidente.
O Sindipetro-NF e o Sindicato dos Marítimos também acompanham o caso e informaram que pretendem integrar a comissão de investigação.
A Marinha do Brasil confirmou que o navio de apoio marítimo “Skandi Amazonas” sofreu avaria no casco após atingir um fundo rochoso durante a aproximação da área de fundeio do Porto de Macaé.
Bombeiros mobilizados
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro também foi acionado para a ocorrência.
Segundo a corporação, equipes do 9º GBM de Macaé e do destacamento de Rio das Ostras foram deslocadas para o local. Após avaliação, os militares verificaram que não havia risco de afundamento da embarcação.
Ainda conforme os bombeiros, a própria tripulação informou que não precisava de auxílio adicional e não houve registro de feridos.
A ocorrência foi finalizada sem necessidade de atuação operacional das equipes.








