Teve início nesta terça-feira (12), em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, o IV Seminário Institucional – Desenvolvimento e Emancipação da Pesca Artesanal na Bacia de Campos. O evento acontece até quinta-feira (14) e reúne pescadores artesanais, pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais, além de representantes de órgãos ambientais e autoridades públicas.
O seminário tem como principal objetivo promover debates sobre os desafios enfrentados pela pesca artesanal, principalmente nas regiões Norte e Noroeste Fluminense e na Região dos Lagos. Entre os assuntos discutidos estão as alterações ambientais, as normas que regulamentam a pesca e os impactos causados pela indústria petrolífera nas comunidades tradicionais.
A proposta do encontro é incentivar a aproximação entre pescadores, pesquisadores e gestores públicos para construir estratégias que fortaleçam a atividade pesqueira e garantam mais sustentabilidade às famílias que dependem do setor.
Mais de 200 participantes acompanham a programação, que inclui ainda apresentações sobre os resultados do Projeto de Educação Ambiental Pescarte (PEA Pescarte) e debates voltados à criação de políticas públicas para a pesca artesanal.
O evento é promovido pela Coordenação Técnica do PEA Pescarte, em parceria com o Núcleo Pedagógico, e ocorre na Rua Clóvis de Souza Medina, no Parque São Caetano. Além das atividades presenciais, parte da programação também é transmitida virtualmente para convidados.
Ao longo dos três dias, os participantes acompanham discussões sobre licenciamento ambiental, estudos científicos, participação popular, gestão ambiental pública e os principais problemas enfrentados pelas comunidades pesqueiras da Bacia de Campos.
Segundo os organizadores, o seminário busca ampliar o diálogo entre universidades, instituições e pescadores, além de estimular a troca de experiências e conhecimentos sobre a realidade do setor pesqueiro.
A programação também conta com conferência principal sobre o desenvolvimento da pesca artesanal, mesas-redondas sobre licenciamento ambiental e controle social, além de painéis que abordam temas como violência, juventude e a atuação das mulheres na pesca.
As atividades culturais também fazem parte do evento, incluindo apresentações conduzidas pelos próprios pescadores, como o “Eco Pesca Fashion”, além de oficinas de aquicultura, beneficiamento de pescado e produção de biojoias feitas com materiais recicláveis.
O encerramento, marcado para quinta-feira, contará com uma avaliação coletiva do seminário e a elaboração de propostas para fortalecer as comunidades pesqueiras e orientar futuras políticas públicas para o setor.
Sobre o projeto
O Projeto de Educação Ambiental Pescarte (PEA Pescarte) atua em dez municípios da Bacia de Campos e integra as exigências do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para as operações de petróleo e gás da Petrobras na região.
O projeto é monitorado pelo Ibama, executado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e financiado pela Petrobras. As ações têm como foco minimizar os impactos da atividade petrolífera sobre as comunidades pesqueiras.








