As fortes chuvas que caíram no estado do Rio de Janeiro durante a última semana, fizeram as autoridades de saúde ligarem o alerta para a população redobrar os cuidados com a prevenção contra a dengue. A temporada de verão, com chuvas intensas e temperaturas altas, é o momento ideal para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
A boa notícia, no entanto, é que os 92 municípios do estado estão em nível de rotina e a Fiocruz prevê queda na incidência de casos de dengue para este ano. Mesmo assim, a meta de secretaria de estado de Saúde é eliminar os focos do mosquito para manter esse controle.
Para o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mário Sérgio Ribeiro, a prevenção é fundamental:
“Convocamos você a entrar nessa luta contra a dengue, principalmente neste período pós-chuva. Esse é um período muito importante. Com as chuvas intermitentes durante a semana, por exemplo, a tendência é que na semana seguinte se multiplique o número de criadouros.”
Dengue e Chikungunya
Segundo informações do Centro de Inteligência em Saúde do estado, nos primeiros 21 dias deste ano, o Rio de Janeiro registrou 378 casos prováveis e 19 internações por dengue, sem registro de óbitos.
Até o momento, há 16 casos prováveis de Chikungunya, sendo 6 confirmados. Mas não há casos confirmados de Zika ou febre do Oropouche no território fluminense.
Ainda segundo Mário Sérgio, além do controle do vetor, este ano a vacina contra dengue será ampliada para todas as regiões do estado. Desde o início da aplicação da vacina Qdenga em 2023, mais de 758 mil pessoas foram imunizadas.
Ele enfatizou que o Centro de Inteligência em Saúde do Rio de Janeiro segue monitorando a possível reintrodução do sorotipo 3 da dengue no território. A variante circula em estados vizinhos, mas, até o momento, não se propagou no Rio de Janeiro.







